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Você é viciado em celular?

É uma tarefa ingrata admitir que você não vive sem o seu celular.

A verdade é que todos nós criamos o hábito de verificar o celular compulsivamente. “Mas se é um hábito compulsivo, então deixa de ser hábito e passa a ser vício, não é?”. Bom, fica difícil saber se é um ou outro quando todo mundo que você conhece está envolvido com esse aparelho de maneira tão íntima que se tornou comum enfiar a cara no dispositivo a cada cinco minutos.

Tão comum quanto observar uma estação de metrô apinhada de gente olhando para baixo, mexendo em seus celulares, é também notar que em restaurantes, bares e parques, ambientes sociais e propícios para interações face a face, muitos indivíduos se isolam em seus smartphones. Nesse momento você provavelmente concordaria com o que estou dizendo e diria “É tenso!”, para em seguida abaixar a cabeça e verificar se recebeu alguma mensagem no celular.

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O problema é o aparelho ou somos nós?

De acordo com um estudo de 2011 divulgado na publicação “Personal and Ubiquitous Computing”, as pessoas não são viciadas em smartphones tanto quanto são viciadas em "hábitos de verificação" que se desenvolvem com o uso do telefone - incluindo repetidamente (e muito rapidamente) a verificação de notícias, atualizações, e-mails ou status de conexões de mídias sociais.

Esse estudo descobriu que certos gatilhos ambientais - como se sentir chateado em algum ambiente ou ouvir uma palestra - desencadeiam esses hábitos. Enquanto um usuário verifica em média o seu smartphone 35 vezes por dia - por um período de 30 segundos cada vez – um usuário que acredita que as recompensas são maiores, aumenta a sua frequência de verificação ainda mais.

As tecnologias podem ser viciantes porque causam uma mudança no estado das pessoas, já que alteram o humor e muitas vezes desencadeiam sentimentos agradáveis. Isto é, nós nunca sabemos quando vamos obter uma novidade gratificante, por isso, permanecemos com esse hábito de verificar a todo momento.

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Será que eu sou um viciado em smartphones?

Smartphones, é claro, permitem-nos buscar informações (incluindo vídeos, status de redes sociais e atualizações de notícias, além de enviar e-mail) a qualquer hora e em qualquer lugar.

Ninguém vai sugerir para você jogar o seu celular no oceano e ir viver com a mãe natureza na fantástica ilha da imaginação. Mas é bem possível que você já tenha descoberto que o celular, de alguma maneira ou de outra, já causou tanto impacto positivo quanto negativo em seu dia a dia.

Recentemente, um teste para descobrir se um indivíduo possui “nomophobia” (‘no mobile phone’ phobia ou ‘fobia de estar sem telefone’ em tradução livre) foi divulgado no Huffington Post. A avaliação foi baseada em um estudo da Universidade de Iowa State e foram identificadas várias dimensões que envolvem o relacionamento das pessoas com os smartphones.

Será que vale a pena descobrir o quanto estamos dependentes de nosso celular? Nós do Olhar Geek também fizemos o teste e, ao conferir os resultados, bom, vamos dizer que não foram o que esperávamos:

Faça o teste a descubra seu grau de dependência com o celular

Avalie cada item em uma escala de pontos que vai de 1 ("discordo totalmente") a 7 ("concordo totalmente") e verifique a sua pontuação total para descobrir. Seja honesto!

1. Eu me sinto desconfortável sem o acesso constante às informações do meu smartphone.

2. Eu fico chateado se eu não posso olhar informações e notícias no meu smartphone no momento em que eu quero.

3. Se eu não recebo algum tipo de informação ou notificação (por exemplo, whatsapp, tempo, etc.) no meu smartphone, eu fico nervoso.

4. Eu fico chateado se eu não posso usar meu smartphone e/ou suas funcionalidades quando eu quero.

5. Ficar sem bateria no meu smartphone me deixa batante preocupado.

6. Se eu ficar sem créditos para usar meu smartphone, eu entro em pânico.

7. Se eu não tiver um sinal de Wi-Fi e não conseguir me conectar a uma rede, eu não descanso enquanto não encontrar uma rede Wi-Fi para me conectar.

8. Se eu não puder levar meu smartphone para qualquer lugar, eu fico com medo de me perder.

9. Se eu não verifico meu smartphone depois de um tempo, eu sinto um desejo incontrolável de verificá-lo.

“Se eu não tenho o meu smartphone comigo...”

10. Eu me sinto ansioso, porque eu não posso me comunicar instantaneamente com a minha família e/ou amigos.

11. Eu fico preocupado porque minha família e/ou amigos não sabem onde estou.

12. Eu me sinto nervoso porque eu não sou capaz de receber mensagens de texto e chamadas.

13. Eu fico ansioso porque eu não posso manter contato com minha família e / ou amigos.

14. Eu fico nervoso porque eu não consigo saber se alguém tentou entrar em contato comigo.

15. Eu me sinto ansioso porque minha conexão com a minha família e amigos é interrompida.

16. Eu fico nervoso porque eu sou desconectado da minha identidade online.

17. Eu fico desconfortável, porque eu não posso me atualizar com as mídias sociais e notícias online.

18. Eu me sinto estranho, porque eu não posso verificar as minhas notificações de atualização de minhas conexões e redes on-line.

19. Eu me sinto ansioso, porque eu não posso verificar os meus e-mails.

20. Eu me sinto estranho, porque eu fico sem saber o que fazer.

Pontuação:

20: Não é “nomofóbico”. Você tem uma relação muito saudável com o seu dispositivo e não tem nenhum problema se for separado dele.
21-60: Nomofobia leve. Você fica um pouco impaciente quando você esquece o telefone em casa por um dia ou fica preso em algum lugar sem Wi-Fi, mas a ansiedade não é muito grande.
61-100: Nomofobia moderada. Você está muito ligado ao seu dispositivo. Muitas vezes você verifica as atualizações enquanto está andando na rua ou conversando com um amigo, e muitas vezes você se sente ansioso quando está desconectado.
101-120: Nomofobia grave. Você mal consegue ficar 60 segundos sem verificar o seu celular. É a primeira coisa que você faz na parte da manhã e a última à noite, além de domina a maior parte de suas atividades no resto do dia.

Eaí, você é um “nomofóbico”? Comente abaixo o que você achou do seu resultado.