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Deck de Sacerdote: como montar

A classe do sacerdote sempre foi conhecida pelo seu tipo de jogo lento, utilizando decks do tipo control em praticamente todas as temporadas que tiveram até hoje em Hearthstone. Não seria diferente depois do lançamento da expansão O Grande Torneio. Porém, além de aprimorar o deck de sacerdote controle clássico das temporadas anteriores, uma nova vertente de deck do tipo controle apareceu no cenário competitivo: O Dragon Priest. Os dois são muito sólidos e estão ganhando espaço justamente pelo motivo da expansão desacelerar o jogo, com partidas que durem mais tempo através do efeito das novas cartas. Portanto, uma breve discussão pode ser interessante.

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Deck de Guerreiro, Garrosh Grito Infernal

Deck de Paladino, Uther

Deck de Sacerdote clássico

A Luz trará a vitória!

O deck considerado clássico do sacerdote é aquele que funciona com a lógica de oferecer o máximo de formas de anular as jogadas do oponente. Por isso, usualmente ele é um anti-aggro, com diversas cartas com a habilidade provocar. Além disso, alguns combos que estão presentes garantem o controle da mesa, funcionando como um removal massivo dos lacaios inimigos. Logo, o objetivo é fazer o oponente “perder” suas jogadas até o fim da partida, tendo cartas chaves que possibilitam a vitória.
O poder heroico é um dos pontos importantes para o sacerdote ser tão utilizado como controle: o fato de utilizar um lacaio para derrotar outro e ainda restaurar a vida dele depois faz com que os lacaios utilizados pelo sacerdote permaneçam na mesa durante muito tempo, ganhando o controle através do Tempo. Sim, você pode considerar que o modelo clássico do sacerdote é um Tempo Control, apesar de isso poder ser considerado como “acidental”: o objetivo é ter o controle, mas se você vence a batalha pelo tempo, logo o seu objetivo vai ser cumprido.

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Para ilustrar um pouco a situação, vamos a uma breve análise do deck do jogador Trump:

  1. Fase de Mulligan: manter os lacaios de custo baixo que garantam o controle no early game, procure pela Clériga da Vila do Norte, Necrolorde e Petisco Zumbi. Em alguns casos, principalmente contra os decks aggro, tente conseguir um Piromante Selvagem;
  2. Não ter pressa para ganhar é a chave para o sucesso: você é o deck do tipo controle, logo, quanto mais a partida se prolongar, maiores a chances de vencer. Por isso, em diversas ocasiões, optar por manter algumas cartas que poderiam ser jogadas pode ser a melhor escolha. Os maiores problemas que podem ser encontrados por esse deck são outros decks de controle e somente a experiência contra e o conhecimento sobre estes outros decks pode trazer a vitória.
  3. Utilize o poder heroico sempre que for possível e necessário. Em inúmeros casos, é melhor restaurar a vida de um lacaio do que jogar outro. Faça suas cartas ganharem valor através disso.
  4. Esse deck possui inúmeras sinergias, com o intuito de garantir o controle da mesa. Destacam-se o Círculo de Cura com a Sacerdalma Auchenai e “insira um feitiço aqui” com o Piromante Selvagem. Um combo que é capaz de vencer uma partida é o da Sylvana Correventos com Palavra Sombria: Morte. Sim, utilize o feitiço na sua Sylvana e pegue o Ragnaros do oponente!
  5. Sua mão deve demorar a esvaziar, mas, se estiver gastando suas cartas com muita velocidade, tente segurar para o mid e late game. Lembre-se da Clériga da Vila do Norte e utilize todo o potencial dela para comprar cartas. Se necessário, cure um lacaio inimigo para isso.
  6. Conhecer o deck do oponente é essencial, principalmente para saber se você deve anular as jogadas iniciais ou não precisa se preocupar com elas. O grande problema são outros decks de controle e neste ponto, a habilidade do jogador é o que prevalece. Já os outros tipos de deck podem ser vencidos com as sinergias presentes no deck.
  7. Cartas essenciais: Sacerdalma Auchenai, Círculo de Cura, Nova Sagrada, Piromante Selvagem, Sylvana Correventos.

Deck de Sacerdote: Dragon Priest

HAHAHA Você chegou ao glorioso final! - Nefarian

Por sua vez, o Dragon Priest possui uma lógica diferente de jogo. É um controle mais agressivo e ainda mais lento. Os poucos lacaios que custam pouco para serem jogados devem estar na sua mão no início do jogo. A sinergia entre essas cartas e os dragões é um ponto forte no deck. Dessa vez, ao invés de anular as jogadas do oponente, a possibilidade de vitória está em cima do valor das cartas que são jogadas a cada turno, que, na maioria dos casos, será maior do que o valor das cartas do oponente. Por isso, os buffs concedidos caso você tenha um dragão na mão (e sempre tenha um) são essenciais para uma partida tranquila.
Por utilizar a tribo dos dragões como base para o deck, a vitória em si deve ser garantida por eles, com suas habilidades únicas. Todavia, essas cartas só possuem possibilidade de jogo no late game, o que faz com que toda a estrutura do deck seja feita com o intuito de alcançar o turno dez com um controle do campo de batalha razoável, possibilitando jogar os grandes dragões.

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Para esclarecer a ideia, olhe o deck do Brian Kibler (o “Dragonmaster” do Hearthstone):

  1. Fase de Mulligan: procure pelos poucos lacaios de custo baixo, principalmente o Dragonete Crepuscular e o Agente do Repouso das Serpes. Eles devem garantir o controle do early game. Não se preocupe tanto com a Clériga da Vila do Norte no início, pois o excesso de cartas pode não ser tão eficiente, já que muitas serão utilizadas somente após o turno cinco.
  2. Sinergias do deck: esse é um deck que se baseia nas sinergias que estão presentes na descrição das próprias cartas: “se você tiver um dragão na sua mão, conceda:...”. Logo, manter um dragão para conseguir o máximo desempenho do Guardião do Crepúsculo e Desvirtuador Asa Negra é essencial.
  3. Procure manter o controle do campo de batalha; espere um caso extremo para utilizar Nova Sagrada e outras cartas removal. Faça no turno oito, para poder jogar Nefarian ou Ysera no turno nove. As cartas concedidas por eles são a chave para a vitória, na grande maioria dos casos.
  4. Os dragões lendários tem suas funções e são o grande potencial do deck. Isso porque eles tem a capacidade de garantir uma vitória por virada com certa facilidade. A Ysera, por exemplo, é capaz de garantir um grande removal, mais dragões, etc. Nefariam por sua vez pode te salvar de um Jaraxxus, por exemplo. Laceral Mão Negra pode parecer relativamente fraco mas, com o novo META, tem se mostrado como uma ótima opção para remover um lacaio inimigo e ainda garantir um certo controle na mesa.
  5. Conhecer o deck do oponente é importante para saber a hora e em quem utilizar um Desvirtuador Asa Negra ou quando a melhor jogada é passar o turno. O problema está nas partidas contra decks aggro, já que o deck de dragões possui um número menor de possibilidades para remover a grande quantidade de lacaios inimigos no início do jogo. Por isso, as cartas com provocar fazem uma grande diferença nesses jogos.
  6. Cartas essenciais: Guardião do Crepúsculo, Desvituador Asa Negra, Ysera, Nefarian, Dragonete Crepuscular... dragões, dragões e dragões.

Jogando com Sacerdote em Hearthstone

Nos dois casos, os decks estão ganhando popularidade e ficando posicionados em melhores ranques nas partidas. Isso porque o novo META garante os jogos mais lentos que o sacerdote tanto precisava para se manter como uma classe realmente competitiva. Além de possuir uma grande vantagem contra os decks aggro por conta da habilidade heroica, a versatilidade contra os decks mais lentos é um dos grandes destaques, nos dois casos. Claro que a forma de jogar com cada um dos decks é diferente, mas são divertidas e interessantes da mesma forma. Agora que leu, corre e vai jogar ranqueada, para sentir a derrota lenta e sofrida de seus oponentes com a Luz de Anduin!