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Conheça as histórias marcantes da DC que nunca mais foram esquecidas.

Após quase 100 anos de histórias marcantes da DC, em seu universo povoado de super-heróis, conseguimos destacar algumas que ficaram para sempre na lembrança dos fãs. O nascimento do Super Homem foi apenas o começo de uma era grandiosa que permitiu o surgimento de grandes heróis e o fascínio que até hoje temos por esses personagens.

De tempos em tempos, a DC consegue mudar tudo com uma única história e alterar o rumo dos heróis que idolatramos. Algumas dessas histórias marcantes da DC foram tão pioneiras que ajudaram a causar enorme impacto e desencadear destinos muito interessantes para todas as HQs de super heróis, incluindo da Marvel.

Saiba quais histórias marcantes da DC que serviram de inspiração para moldar o sucesso dos super-heróis que conhecemos hoje

Action Comics #1 (1938)

Action Comics 1938

A Action Comics #1, publicada em 1939, é indiscutivelmente o lançamento mais importante de uma história em quadrinho já feito. Independentemente de sua significância, ela defende o recorde do gibi mais valioso da história, sendo vendida por 3,2 milhões de dólares em um leilão em 2014.

Mesmo que o Superman esteja na capa, o gibi compartilhou as páginas com 10 outros personagens, um deles protagonizado por Zatara, o pai de Zatanna.

Há uma razão pela qual as imagens do Superman levantando o carro foram utilizadas repetidas vezes: é praticamente o ponto de partida de todo o direcionamento da trajetória do Homem de Aço e merece seu lugar na base inicial da mitologia do personagem.

 

All-Star Comics #3 (1940)

All-Star Comics 1940

O All-Star Comics #3 contém a origem da primeira equipe de super-heróis do mundo, a Justice Society of America. A formação da JSA foi fundamental não só para inspirar a popular Liga da Justiça, mas também para criar o conceito de um universo de quadrinhos compartilhado.

Antes desta história, a maioria dos personagens existiam completamente separados um do outro. A ideia aparentemente óbvia de colocar super-heróis populares juntos em uma única narrativa nunca foi tentada antes.

A lista original incluía o Doutor Destino, Hourman, o Espectro, o Sandman, o Atom, o Flash, o Lanterna Verde e o Gavião Negro com a Mulher Maravilha sendo introduzida na 6ª edição dos arcos originais.

 

Showcase #4 (1956)

Showcase 1956

Houve um declínio acentuado na popularidade de super-heróis que não eram Batman e Superman após a Segunda Guerra Mundial, deixando a maioria das pessoas cansadas e começando a achar os heróis uma moda passageira. Não só isso, mas a indústria em si estava passando por uma crise depois que as histórias em quadrinhos passaram a ser vistas como a causa de comportamentos rebeldes dos jovens.

A indústria foi forçada a se regular e estabelecer a Autoridade do Código de Quadrinhos, que limitava a liberdade dos escritores restringindo o uso de temas e histórias para adultos. O tom dos quadrinhos foi forçado a mudar, tornando-se mais alegre e familiar e todos os livros de horror e mistério da DC foram cancelados.

Na tentativa de revitalizar o gênero do super-herói, o editor da DC, Julius Schwartz, solicitou uma história com um Flash reimaginado com uma nova identidade e fantasia. Este Flash foi Barry Allen, aquele com o qual a maioria das pessoas se identifica.

A história do Flash foi um sucesso surpresa e abriu o caminho para reinventar outros personagens anteriormente conhecidos da DC. Logo, as histórias apresentaram o Lanterna Verde, Atom e Gavião Negro modernos. A origem de Barry Allen é tradicionalmente designada como o início da Era de Prata dos Quadrinhos.

 

Dark Knight Returns/Watchmen (1986)

Watchmen 1986

Entre as histórias marcantes da DC, estão aquelas que iniciaram a era moderna em 1986. Duas histórias publicadas pela DC nesse ano são mais citadas como as responsáveis pelo início da era moderna. O “The Dark Knight Returns” de Frank Miller e “Watchmen” de Alan Moore eram bastante diferentes de tudo o que veio antes, com um tom adulto, assunto e detalhes profundos. Eles ajudaram a tornar as histórias em quadrinhos a serem vistas como mais do que apenas gibis engraçados para crianças.

“The Dark Knight Returns” resgatou a era de ouro do Batman de volta ao protagonismo. A história se concentra em um Bruce mais velho e mais experiente na batalha, sendo forçado a sair da aposentadoria para combater o crime.

Lançado no final desse mesmo ano, Watchmen foi uma mudança refrescante em HQs de super-heróis, explorando o gênero e apresentando personagens profundos e imperfeitos com relacionamentos e éticas maduras. Ambas as histórias foram um sopro de ar fresco para o mercado. Com grande aprovação da crítica, eles ajudaram a legitimar o romance gráfico como uma forma de arte.

 

Morte e retorno do Superman (1992-1993)

Morte e retorno do Superman 1992-1993

A morte de Superman é indiscutivelmente a história mais importante dos últimos 25 anos. Deixou um impacto não só na DC, mas em qualquer história em quadrinhos em geral. Quando a DC anunciou que mataria o super-herói mais famoso de todos os tempos, e um ícone americano, conquistou uma enorme atenção da mídia. Dá para dizer, sem exagero, que este não foi apenas um grande evento no mundo dos quadrinhos, foi um grande evento no mundo.

O editorial de DC criou a máquina de matar Doomsday com o único objetivo de destruir Superman para aumentar o engajamento do público. Superman e o vilão enfrentaram-se ferozmente, lutando até a morte.

No entanto, os níveis da repercussão rapidamente caíram, pois muitas pessoas que compraram o livro não estavam realmente interessadas na história. Os especuladores compraram cópias múltiplas acreditando que se tornaria um "item de colecionador" valiosíssimo e que aumentaria rapidamente seu preço. Isto jamais aconteceria, já que o mercado estava inundado com cópias.

Muitos fãs que realmente investiram na história sentiram-se enganados quando Superman retornou menos de um ano depois.

A rápida ressurreição de Superman deixou a morte sem muita importância nos quadrinhos. Literalmente, centenas de personagens morreram e retornaram desde então, removendo qualquer impacto permanente da morte ou auto sacrifício dos heróis.